Sunset in Masai Mara

domingo, fevereiro 28, 2010

Apelos!


Então é assim: a ideia é principalmente angariar fundos para a compra de uma carrinha para o Centro. Dá muito jeito, como devem calcular, inclusive para podermos realizar actividades e passeios com as crianças! A chamada custa 0.60cent + IVA e em cada chamada 0.50cent revertem a favor da ADDHU. Liguem por favor, mesmo que seja só uma vez. Milhares de pessoas ligaram para eleger um "ídolo", milhares ajudaram as vítimas no Haiti e na Madeira... só vos pedimos que marquem um número e façam um pequeno donativo. Não são vítimas de catástrofes naturais, não são candidatas a ídolos, são sim vítimas da vida e de um mundo cruel que nenhum de nós (felizmente) sente na pele.
Por favor... e muito obrigado.


E para outro campeonato, como já estava há muito prometido:
Existe um programa de apadrinhamento de crianças! Em resumo, assim tipo fórmulas matemáticas  (que eu sempre tanto odiei...):
- 1 pessoa pode apadrinhar uma criança;
- 2 ou mais pessoas podem co-apadrinhar uma criança (assim como na faculdade ;) ), sendo esta a modalidade que provavelmente mais aderentes pode vir a ter aqui da nossa parte, dado que assim a mensalidade é dividida entre todos;
- 1 pessoa pode apadrinhar várias crianças.
Podem consultar todos os detalhes aqui no site da ADDHU e pedir mais informações.
Eu gostava imenso de apadrinhar uma das crianças...será que alguém está interessado em apadrinhar comigo? Vá lá, digam alguma coisa, ou passem palavra aos vossos amigos, conhecidos, etc, pode ser que alguém queira!
Mais uma vez, muito obrigado!!!


E agora, finalmente vou dormir...ali o amiguinho counter e os compinchas relógios dizem-me que daqui a 191dias, por estas horas, já vou estar acordada há 2horas e 40minutos e já vou estar com a Rista e a Naomi a tratar das tarefas do Centro! :)))))

sábado, fevereiro 27, 2010

5 minutes of despair

Sim, eu sei que sou uma desnaturada e que já não vinha aqui há algum tempo. E nem devia estar aqui agora, devia estar a estudar, mas teve mesmo de ser.
Isto tudo por um comentário de um amigo no Facebook. "Esse tipo de experiências mudam a vida de uma pessoa.", nada que eu não saiba já...mas hoje bateu-me cá no fundo, provavelmente também porque já ando a acumular há algum tempo e algum dia tinha de saltar a tampa.

Estou a começar a sentir o peso do tempo, da responsabilidade, da idade, e veio tudo ao mesmo tempo... último semestre do curso, ainda uma oral para fazer, começar a planear os 3 meses com actividades, "aulas" e afins, fazer o CV e começar a enviar, depois entrevistas ao mesmo tempo com aulas e exames...está tudo a cair em cima.
Às vezes tenho dúvidas. Muitas dúvidas, tenho-me posto à prova em todos os cenários possíveis e às vezes desespero, tenho medo de falhar, tenho medo de não ser capaz, de não estar à altura. Sou humana e tenho medo, tenho medo sobretudo de me apegar tanto àquelas crianças, por todos os motivos e mais algum (e quem me conhece MESMO, sabe do que falo) e de sentir que lhes estou a falhar, ou que não sou boa o suficiente...

Também tenho medo das tais mudanças na minha vida. Tenho "medo" de voltar inadaptada ao mundo e à vida que vou cá deixar...de regressar e já não me sentir em casa, de sentir que me falta alguma coisa. Eu sei, eu sei, é normal, e já sei que vou sentir isso. Dir-me-ão que lá também vou sentir falta de alguma coisa, e que também não me vou sentir em casa. A questão é, tendo de sentir falta de alguma coisa, pela qual vou optar? Sim, é a tal questão que eu sempre neguei, que sempre quis mostrar não estar na equação. Mas ao longo do tempo, cada vez mais vejo que há tão pouco para mim aqui...tão pouco significado...

Usando o nosso amigo Caetano Veloso, mas num sentido em parte diferente do original, "porque você me deixa tão solta? (...) e se ele de repente me ganha?..."

Eu preciso de âncoras, e aqui não as tenho, pelo menos por enquanto. E eu preciso de âncoras.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O pó dos dias

"Nem sempre querer é poder. Muitas vezes, quer-se e não se pode. A diferença está entre querer... e acreditar que se pode.
Sempre que acreditamos, os milagres acontecem. E aquilo que falta a quem quer (e não pode) é um «vai, que eu olho por ti». Alguém que, algures na nossa vida, nos tenha dado a suprema bondade de acreditar naquilo em que acreditamos, e de querer o que nós queremos, que transforma o querer em poder.
Em verdade, o truque esconde-se neste pequeno pormenor: quando se quer, ninguém consegue ir - mesmo que vá pelos seus sonhos - contra todos os que, afirmando que gostam de nós, jamais nos dizem: «vai, que eu serei a tua âncora». Ou «vai, que eu olho por ti». (Por vezes, dizem mesmo, embrulhado num silêncio cobarde: «se fores, deixo de olhar para ti»).
Todos nós precisamos de uma âncora para que os milagres aconteçam e, assim, se vença o pó dos dias. E talvez seja isso o que a vida tem de mais desconcertante: não são os ventos nem as marés, só as âncoras... nos permitem navegar."


Eduardo Sá, in "Chega-te a Mim e Deixa-te Estar"

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